Inteligência artificial na saúde: como a tecnologia auxilia na relação médico-paciente

Alberto Pires de Almeida
Alberto Pires de Almeida
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Assunto em evidência no setor de saúde, a inteligência artificial vem ganhando espaço em cenários e ocupações que eram unicamente feitos por humanos. Desde imagens até livros escritos totalmente por robôs, as aplicações de IA vem ressignificando as mais diversas áreas, entre elas, a saúde. A medicina é um dos segmentos que já utiliza o auxílio desses facilitadores há um bom tempo.

As novas tecnologias vieram para somar ainda mais a esse espaço, colaborando para a transformação digital na saúde. A utilização da inteligência artificial já é notória, revolucionando, por exemplo, a maneira de promover o diagnóstico de doenças, desenvolver tratamentos e até mesmo realizar análises preditivas.

Nesse sentido, a integração entre humanos e robôs promete auxiliar na tomada de decisão de forma assertiva por meio de insights e dados clínicos, além de criar um ambiente mais agradável para os pacientes, tornando as respostas mais rápidas e precisas, com o grau de empatia na medida certa. “Nós fizemos testes com o chatbots para entender como ele responderia a certas situações, e ficamos surpresos quando percebemos que as pessoas gostavam mais das respostas que vinham deles”, explica Dr. Carlos Rochitte, cardiologista do Hcor.

Isso acontece porque, por serem robôs, eles são constantemente treinados pelos usuários para melhorar as respostas e chegar mais próximo do que um humano faria, além de não experimentarem cansaço de um médico após horas de plantão. “É um momento de revolução tecnológica, onde os avanços estão surgindo numa velocidade muito grande e as pessoas precisam entender o que isso representa para o cuidado com os pacientes”, afirma o especialista.

Segundo estudos, 30% do volume mundial de dados é gerado pelo setor de saúde, perdendo apenas para a área de engenharia. Estima-se que, até 2025, o segmento seja responsável por, pelo menos, 36%. Diante da integração com robôs, podemos automatizar e acelerar tarefas de rotina a partir de um alto volume de dados que são transformados em insights acionáveis centrados no paciente, oferecendo diagnóstico e tratamento assertivos e definitivos, melhorando a sua experiência.

“Apesar de o seu uso ainda ser muito embrionário no cenário nacional, já utilizamos a IA na análise de imagens para apoio ao diagnóstico e achados críticos. A tecnologia identifica alterações no exame, mesmo as menores delas, e indica os achados, atuando como um apoio ao médico na tomada de decisão”, aponta o Dr. Rochitte.

Além de equipamentos, os softwares e as empresas estarem evoluindo em velocidades distintas, Dr. Rochitte comenta que o ideal seria que avançássemos na interoperabilidade para que haja uma integração no setor de saúde como um todo, mas entende o momento e maturidade digital de cada um. “Mesmo com alguns medos sobre o uso da inteligência artificial, o humano sempre vai estar presente nesse circuito. Buscamos a evolução contínua com o desenvolvimento de tecnologias que implicam em melhor assistência ao paciente, e por isso é fundamental investir na atualização dos mais diversos setores, dispositivos e modelos de prática médica. Se não avançarmos junto com a inteligência artificial, vamos deixar para trás o cuidado com as pessoas”, conclui.

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