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Fundado em 2010, Pinterest estreia na bolsa com alta de 28%

As ações da rede social de compartilhamento de fotos Pinterest subiram 28,5% ontem, na estreia da empresa na bolsa de valores de Nova York. Cotados no começo do dia a US$ 19, os papeis da startup encerraram o pregão vendidos a US$ 24,40 – a valorização fez a empresa ser avaliada em US$ 16 bilhões. Além disso, o serviço de chamadas de vídeo Zoom também abriu seu capital, em valorização de 72%.

Os bons números das duas ofertas públicas iniciais de ações (IPOs, na sigla em inglês) mostram o apetite de Wall Street por aberturas de capital de tecnologia em 2019. “Quando se vê uma alta expressiva assim, há um indicador claro que a empresa gera interesse no mercado logo no início”, disse Chris Larkin, vice-presidente da consultoria E*Trade Financial Corp, à agência de notícias Reuters.

No caso do Pinterest, a expectativa é de que a empresa – a primeira rede social a abrir capital desde o Snapchat, em 2017 – seja capaz de ter uma investida a longo prazo no mercado, dada sua capacidade de crescer em receita e em número de usuários. “Há muitas empresas que se atrapalham ao focar no curto prazo e nas notícias que saem na imprensa, mas estamos focados em construir a melhor versão possível do Pinterest nos próximos anos”, disse Todd Morgenfield, diretor financeiro da empresa, em nota.

No final de março, o Pinterest tinha 291 milhões de contas ativas – alta de 22% contra o mesmo período do ano anterior. Fundada em 2010 por Ben Sillberman, Evan Sharp e Paul Sciarra, a empresa permite que usuários procurem por imagens de tópicos como decoração, moda ou viagens – com os resultados, chamados de pins (alfinetes) é possível criar “paineis de inspiração”. Para faturar, o Pinterest permite que anunciantes sugiram “alfinetes” para os usuários com seus produtos.

Além de Pinterest e Zoom, o maior rival do Uber nos EUA, o Lyft, também entrou na bolsa em 2019, embora tenha apresentado resultados decepcionantes até aqui, com as ações operando 20% abaixo do preço do IPO. Até o final do ano, ainda há a expectativa da chegada do Uber, do aplicativo de comunicação corporativa Slack e também do Airbnb, outro representante da economia compartilhada.

*Com Estadão Conteúdo

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