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Perspectivas para o mercado de vacinas no Brasil e no mundo

A pandemia de Covid-19 reforçou a necessidade e importância da vacinação em todo o mundo. Nunca se falou tanto sobre o tema como nos últimos dois anos. Sabe-se que essa é a mais eficaz medida de prevenção contra doenças infectocontagiosas, mas, acima disso, trata-se também de uma garantia para um envelhecimento populacional saudável. A mesa redonda “Mercados de vacina no Brasil e mundo: o que está por vir?”, realizada durante o primeiro dia do 5º Congresso Brasileiro de Clínicas de Vacinas (CCV), promovido pela Associação Brasileira de Clínicas de Vacinas (ABCVAC), debateu a importância da imunização e trouxe perspectivas dos principais players presentes no mercado nacional.

A mesa foi moderada pela especialista em Vigilância em Saúde pelo Ministério da Saúde e diretora da SBIm Regional SP, Melissa Palmieri, e pelo diretor da ABCVAC, Marcos Tendler.

“A proposta maior da ABCVAC é propor ao mercado uma integração entre os setores público e privado. Precisamos falar do tema. Precisamos construir um novo programa ampliado de vacinação e aumentar a cobertura vacinal no Brasil. O desafio da ABCVAC é construir uma sinergia entre o público e o privado para que mais pessoas vacinem-se. Estamos falando de uma tríade composta por vacinas, serviços e, fundamentalmente, informação de qualidade. Sem informação de qualidade a vacinação não acontece”, afirma Tendler.

Integrando a mesa, o gerente de Parcerias e Novos Negócios do Instituto Butantan, Tiago Rocca, reiterou a necessidade da complementaridade de esforços entre público e privado. Segundo ele, a doença não enxerga setores, por isso é preciso um trabalho conjunto em prol de um objetivo comum, que é a ampliação da cobertura vacinal no país.

Rocca ainda revelou que o Butantan está trabalhando, em estágios avançados, em vacinas para dengue e chikungunya, assim como no desenvolvimento de novas gerações de vacinas de gripe. “Existe muita oportunidade de inovação e Pesquisa & Desenvolvimento (P&D) para criação de novas gerações de vacinas da Covid-19”, garante.

O vice-presidente em Ciência, Tecnologia e Inovação em Vacinas da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Marco Krieger, agradeceu a honra em poder dialogar com todos os setores da sociedade. Para ele, a tecnologia mais importante em vacinação é a social. O apoio dos brasileiros foi essencial para que o país conseguisse superar a maior emergência sanitária desta geração.

“A produção local tem esse componente estratégico de poder dar uma resposta mais rápida para a sociedade e temos que defender isso. O que fica de legado, passada a dramaticidade da situação, é que ainda temos que brigar para conseguir mais ferramentas contra a pandemia, medicamentos, novas estratégias de diagnóstico. Estamos assistindo uma revolução no campo da produção de vacinas e é importante que o brasileiro prepare-se para incorporá-las”, afirmou Krieger.

O que dizem os laboratórios

O painel contou com a participação de representantes de alguns dos principais laboratórios produtores de vacinas. Para o diretor da Unidade de Negócios Vacinas da Zodiac/Moderna, Thiago Barbosa, o foco da empresa tem um desenho que se baseia integralmente em acesso. No mercado brasileiro, tem-se buscado em awareness.

Segundo Barbosa, meios de comunicação, tradicionalmente utilizados para garantir um aumento da cobertura vacinal, mudaram bastante. Atualmente, os pais são mais tecnológicos, adeptos do digital, por isso é preciso adequar as mensagens para atingir essa nova leva de adultos.

Barbosa ressaltou que a Zodiac/Moderna está em estudo de fase 2 avançado para o desenvolvimento de uma vacina para zica, assim como está em processo regulatório para disponibilização da vacina contra Covid-19. “Tivemos aprovação do FDA – agência regulatória norte-americana, para crianças a partir de seis meses. Nossa estratégia [com a vacina de Covid-19] para o mercado brasileiro é atuar no público e no privado. Não temos data, mas estamos trabalhando intensamente para possibilitar a submissão da vacina aos órgãos reguladores no Brasil”, atesta.

O diretor da Unidade de Negócios de Imunologia e Vacinas da Astrazeneca, Daniel Caetano, celebrou o trabalho do laboratório em parceria com a Fiocruz, que permitiu, em nove meses, a transferência 100% de tecnologia, o que para a empresa é motivo de orgulho. Segundo ele, era necessário um parceiro para atender um país de dimensões continentais como o Brasil, para que o laboratório pudesse ter uma fabricação em larga escala.

“Estamos muito focados no mercado in company, mas, primeiro, estamos ampliando a nossa capacidade fabril para ainda este ano. Nosso plano para 2022 é ter uma expansão de nosso portfólio. Nossa ideia é nos fortalecer ainda mais como uma companhia que ajudará a ABCVAC e toda a sociedade a imunizar a população contra essas patologias”, completa Caetano.

Representante da Unidade de Negócios BioTech GSK, Gunnar Riediger, destacou a necessidade de construção de uma parceria público-privado, mas focou sua exposição nos lançamentos que o laboratório está preparando para os próximos meses. Entre eles está a chegada ao mercado brasileiro de uma vacina contra herpes zóster, um produto há muito tempo esperado pela população.

“Estamos focados no impacto que esse produto pode causar no enfrentamento dessa doença. Trata-se de uma frente de trabalho em que a GSK irá apostar cada vez mais. Precisamos olhar para o mercado adulto do mesmo modo que fazemos, historicamente, com o mercado pediátrico. Nunca se olhou com tanto carinho e atenção para esse grupo etário [a herpes zoster atinge, em sua maioria, a população 60+]. O envelhecimento saudável é algo que tem ganhado cada vez mais corpo. A expectativa de vida está aumentando e todo mundo quer envelhecer com saúde. Esse lançamento é muito emblemático e mostra a postura que a companhia está tendo nesse espaço que queremos enxergar para desenvolver a vacinação”, afirmou Riediger.

Encerrando as apresentações, também integrou a mesa a diretora de Vacinas da Pfizer, Lucila Mouro, que destacou o pipeline promissor da companhia no segmento de vacinas. Uma delas é o desenvolvimento de um imunizante contra o vírus sincicial respiratório, uma oportunidade de ter gestantes nas clínicas e uma forma inovadora de fidelizar famílias em relação ao planejamento vacinal. Segundo ela, as clínicas têm um papel fundamental na educação em vacinas.

A Pfizer também está em desenvolvimento de vacinas para Streptococo B, Pneumo 20, além de lançamentos relacionados à própria vacina de Covid-19. “Temos neste momento versões adaptadas da vacina, doses maiores na versão atual, vacina bivalente protegendo contra o vírus selvagem, novas extensões de linha para o público infantil menor de cinco anos. Já houve submissão ao FDA e muito em breve estaremos submetendo aqui no Brasil”, garantiu Lucila.

Segundo ela, existe a possibilidade de comercializar vacinas de Covid-19 para o mercado público e espera-se que brevemente a Pfizer abra comercialização para o mercado privado. Ainda não há uma data definida.

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