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ONU vê envolvimento de Putin em envenenamento de opositor

A Organização das Nações Unidas indicou que as provas encontradas no envenenamento do líder da oposição russa, Alexei Navalny, apontam para um provável envolvimento de funcionários do alto escalão do governo russo. A investigação contou com especialistas da ONU e teve duração de quatro meses. Em uma carta enviada às autoridades russas no mês de dezembro, as duas investigadoras das Nações Unidas, Agnès Callamard e Irene Khan, disseram que o veneno usado, Novichok, é uma dessas provas.

“O conhecimento necessário para manuseá-lo e desenvolver novas formas de Novichok, como a encontrada nas amostras retiradas de Navalny, só pode ser encontrado em agentes do Estado. É um produto desenvolvido pela União Soviética e só a Rússia é conhecida pela sua fabricação, desenvolvimento e utilização”, detalhou Callamard, especializada em execuções extrajudiciais ou arbitrárias, durante entrevista realizada nesta segunda-feira, 1, para explicar os resultados das investigações.

“Navalny foi atacado por ser quem ele é: um político, um ativista anticorrupção e um crítico do governo que denunciou repetidamente as práticas corruptas de altos funcionários russos”, acrescentou Irene Khan.

O ataque, segundo as investigadoras, ocorreu para gerar medo e enviar um aviso de que isso poderia acontecer a qualquer pessoa que atacar o governo. No relatório, as investigadores ainda lamentarem que as autoridades russas estejam tentando atacar a credibilidade da vítima, ao invés de responder aos pedidos de investigação.

“Dada a resposta deficiente das autoridades nacionais, o uso de armas químicas e o padrão aparente de assassinatos seletivos, acreditamos que uma investigação internacional deva ser realizada com urgência”, afirmaram as representantes da ONU, ressaltando que essas investigações são fundamentais, considerando que Navalny está na prisão.

Outra evidência que indica que a Rússia pode estar envolvida no ataque ao líder da oposição é o fato dele ter ficado sob vigilância estatal quando foi envenenado. Dessa forma, é improvável que terceiros tenham administrado o produto químico proibido sem o conhecimento das autoridades.

Mesmo que o ataque não tenha sido obra das autoridades, Callamard e Khan asseguraram que o governo de Vladimir Putin teria falhado em sua obrigação de proteger Navalny, que já havia sido ameaçado em ocasiões anteriores e esteve sujeito a pelo menos duas outras tentativas de envenenamento.

“O governo russo não pode escapar de suas obrigações de direitos humanos negando sua responsabilidade no caso”, disseram depois de reiterar que Navalny deve ser libertado. Elas também disseram que o uso do Novichok viola a convenção internacional contra o uso de armas químicas e as leis de direitos humanos contra execuções arbitrárias e tortura ou tratamento desumano de detidos.

Alexei Navalny foi condenado no dia 2 de fevereiro a dois anos de 8 meses de prisão devido a um processo criminal de 2014. A Promotoria o acusou de “violar sistematicamente” as condições da pena emitida há cinco anos, defendendo que a sentença deveria ser cumprida. O opositor sempre afirmou que o caso foi “inventado” contra ele para conter suas ambições políticas. Navalny acumula 6 milhões de inscritos no seu canal no YouTube e 2,5 milhões de seguidores no Twitter.

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