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Biden recebe família de George Floyd, símbolo de protestos, na Casa Branca

Um ano após a morte de George Floyd em um caso de violência policial que impulsionou protestos contra o racismo em diversos países do mundo, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, recebe na Casa Branca nesta terça-feira, 25, familiares do homem negro morto por policiais brancos na cidade de Minneapolis.

O encontro ocorre enquanto negociações continuam no Congresso para a aprovação de um projeto de lei contra a violência policial. O presidente reiteradamente se posicionou a favor do projeto. “(25 de maio de 2020) foi um dia que teve um grande impacto sobre ele e milhões de americanos”, disse a secretária de Imprensa da Casa Branca, Jen Psaki.

A deputada democrata Karen Bass, autora da lei “George Floyd Justice in Policing”, disse que o Congresso vai aprovar o projeto, mas “o que importa é quando ele chega à mesa do presidente Biden”.

O projeto foi elogiado por Philonise Floyd, irmão de George Floyd. “Devemos ser capazes de trabalhar juntos”, disse ele. “Precisamos ter certeza de que as pessoas não vivam mais com medo nos Estados Unidos”.

O encontro entre o presidente e familiares de Floyd, incluindo a filha Gianna, acontece também poucas semanas depois do ex-policial Derek Chauvin ser condenado pela morte do homem negro. Um júri de 12 membros considerou Chauvin, de 45 anos, culpado das acusações de homicídio em segundo grau, homicídio em terceiro grau e homicídio culposo, após três semanas de depoimentos de 45 testemunhas, incluindo transeuntes, policiais e especialistas médicos.

Pouco após a decisão judicial, Biden conversou por telefone com parentes de Floyd, dizendo que “gostaria de estar com vocês e tomá-los em meus braços”. 

A morte de Floyd, um homem negro de 46 anos, gerou indignação generalizada em maio passado, depois que um vídeo que capturou a abordagem do agente de segurança viralizou na internet, mostrando como Chauvin ajoelhou-se sobre o pescoço do suspeito durante mais de oito minutos. Desarmado, o ex-segurança detido sob a suspeita de ter utilizado uma nota de 20 dólares falsa repetiu “eu não consigo respirar” diversas vezes até perder a consciência.

O incidente gerou protestos em todo o país contra a violência policial e o racismo, visto que o agora ex-policial é branco. Segundo o jornal americano The New York Times, foi o maior movimento popular pelos direitos civis desde os anos 1960.

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